terça-feira, 20 de maio de 2008

Educação de Jovens e Adultos na Atualidade


Com a crescente exclusão social, em particular na região do nordeste brasileiro, muitos jovens e adultos acabam desistindo da escola para ingressar no mercado de trabalho, dentro os quais poucos ultrapassam as séries iniciais refletindo assim, em profissionais sem qualificação para o mercado de trabalho.
A maior preocupação que os educadores, assim como eu, possuem é: como poderemos mudar tal realidade? Qual o nosso papel? Quais as atividades que poderemos realizar em sala de aula a fim de estimular os jovens?
Já que convivemos com o binômio exclusão social x evasão escolar, que é uma realidade, os educadores devem reformular seu plano de aula e suas posturas colocando em prática, a educação libertadora que tanto é aprendida com o mestre Paulo Freire.
Ao escolhermos a educação como meio de trabalho, de amor, de vida é necessário colocarmos em primeiro plano, na educação de jovens e adultos, o desenvolvimento do senso crítico, da criatividade, da leitura, a imaginação, enfim, despertar que é possível ultrapassar as barreiras da exclusão através de uma educação de excelência.

Educação de Jovens e Adultos e os desafios


Ser educador é aceitar desafios e assim fiz. Na minha experiência educacional realizada na Escola Municipal Francisco Assis Guedes, com educação de jovens e adultos, muitos assuntos fizeram parte das discussões como a valorização das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais.
Fiquei surpresa ao ver alguns alunos que se mostravam tímidos e ao mencionar sobre cotas, diversidade ética e cultural, desigualdade entre homens e mulheres, esses alunos falaram com propriedade e foram participantes ativos.
Como todo ser humano, esbarrei-me no erro, e refiz meus planos de aula. Passei a utilizar temas transversais e ler textos e notícias a respeito de assuntos do dia a dia do alunado.
Tratar dessa diversidade, reconhecer, valorizar e superar a discriminação nos alunos é atuar sobre um dos mecanismos da exclusão. Essa tarefa é necessária, o trabalho educativo deve está voltado para a construção da cidadania.
Deste modo, o processo educacional deve desenvolver práticas, atitudes e valores voltados para a formação de novos comportamentos, novos vínculos, em relação aqueles que historicamente foram alvo de injustiças.

Direitos e Conquistas das Mulheres nos dias Atuais


Lei Maria da Penha: Conquistas, Respeito e Cidadania.

Com a intenção de ampliar as perspectivas de acesso a direitos igualitários, além de chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher foi realizado na Escola Municipal Francisco Assis Guedes, no dia 09 de maio 2008, em São Felipe-Ba, a palestra “Lei Maria da Penha: Conquistas, Respeito e Cidadania” ministrada pela srª. Lorena Neves, Assistente Social do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, do município de São Felipe-Ba.
Foram abordados assuntos como: questão de gênero, violência doméstica, políticas públicas voltadas para o enfrentamento da Violência Contra a Mulher, em especial a Lei Maria da Penha. Relatou sobre a importância da efetivação das políticas públicas, em busca da inclusão social das mulheres no Brasil.
A Assistente Social, srª. Lorena Neves aproveitou a oportunidade para informar aos alunos sobre a importância da conquista da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha e que “a iniciativa tem como propósito proteger as mulheres de seus agressores e dar um basta na violência praticada contra as mulheres”, falou também “que com menos de dois anos de existência, a Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em agosto de 2006, vem apresentando bons resultados, porém podemos fazer muito mais, como por exemplo, alertar a comunidade da existência da Lei, divulgar o telefone da central de atendimento a Mulher (Ligue 180)”.
Para a Assistente Social, a Lei Maria da Penha não foi feita para punir os homens, mas para proteger a mulheres e que a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre as mulheres de 16 a 44 anos. Durante a palestra, evidenciou as conquistas das mulheres através dos tempos e que as mulheres vem assumindo posições de destaque, por exemplo, nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A Assistente Social utilizou na sua explanação a música, Maria da Penha, interpretada pela cantora Alcione e abriu espaço para os alunos discutirem como as músicas podem contribuir ou não no combate a violência contra a mulher. Alertou que em muitas músicas, a violência contra a mulher, encontra-se implícita, a exemplo da música “Creu”, “Só as cachorras”, “Um tapinha não dói”, entre outras.
Este trabalho suscitou nos alunos (as), a busca pelos direitos e a sensibilização por alguns acontecimentos na comunidade local.